terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Bases Democráticas Galegas reclamam autodeterminaçom (AGAL)

Passavam poucos minutos da 1 da tarde quando um nutrido grupo de pessoas concentradas à beira da viguesa Porta do Sol manifestavam a oposiçom do soberanismo galego à Constituiçom espanhola e o direito a decidir o futuro mediante o exercício de autodeterminaçom.

Laura Quintillham deu leitura ao manifesto elaborado para esta ocasiom que reproduzimos integramente, enquanto mais de um cento de pessoas, -basicamente activistas sociais e militantes das diversas expressons da esquerda soberanista-, reclamavam mediante diversas palavras de orde o direito de autodeterminaçom e o indiscutível carácter de naçom da Galiza.

A convocatória, silenciada pola totalidade dos meios de comunicaçom, finalizou com o canto do hino nacional.

Manifesto
Acumular forças pola Autodeterminaçom

O processo de reajustamento interno da democracia bourbónica está a entrar na sua fase definitória. Quase três décadas de liberdades tuteladas, monarquia imposta polo franquismo e ratificada na Constituiçom de 78, neoliberalismo em ascenso e tentativa de regionalizaçom das identidades nom espanholas servírom para afiançar o Estado contra as dissidências populares, mas nom rematárom a tarefa. É a vez de as elites actualmente governantes darem o toque final com mais um verniz de modernizaçom à medida das burocracias periféricas: esteio para o sistema autonómico e novos regionalismos para todos: deixam que nos chamemos 'naçom' porque vai ser em última instáncia a soberania espanhola a sancionar o nosso estatus. E quer com um termo, quer com outro, Madrid acouta de partida o terreno de jogo enquanto as decisons estratégicas, as que afectam às maiorias trabalhadoras, seguem a pairar no espaço estratosférico onde o capitalismo joga as suas cartas: longe da Galiza, longe dos parlamentos, modulando as condutas governamentais a base de cheques e chantagens.

Zapatero em Espanha e o tandem Tourinho-Quintana na Galiza desenvolvem atinadamente o seu papel: o processo de reformas autonómicas terá sucesso se for aplicado sobre movimentos populares desarticulados, com a esquerda "capitalista" coptada polos orçamentos do Estado e os espaços do circo mediático vendidos a preço de saldo; se a populaçom assistir sedada ao choque virtual com a extrema-direita, no canto de observar criticamente a realidade que piora. Enquanto os incautos pensam que a valentia dos democratas governantes nos protege da agressividade dos ultras, o retrocesso popular nom pára na Galiza: catástrofe ambiental, deterioraçom laboral, desfeita urbanística e predaçom da costa, ritualizaçom do idioma, ausência de debate público e maciço sobre as grandes questons em que se dirime o futuro colectivo. Para alguns, a ambigüidade e fraqueza governamentais alimentam involuntariamente estas e outras calamidades; para outros, que vamos sendo maioria, a inacçom governamental é fruto da cumplicidade deliberada de quem só aspira a blindar as suas prebendas, assegurando o apoio dos que mandam de verdade: os capitalistas.

Na nossa história recente, a reivindicaçom soberanista e a oposiçom frontal a todo estatutismo actuou de catalisador das mais significativas luitas populares. A autodeterminaçom situada como horizonte irrenunciável levava aparelhada a auto-organizaçom como requisito quotidiano para edificar um País que nom precisava de subsídios, políticos profissionais nem favores mediáticos. Quem hoje nos reunimos nesta praça nom o fazemos por acreditarmos nas virtudes das efemérides ou das contra-efemérides; fazemo-lo com o intuito de lavrar um espaço autodeterminista que atinja esse conjunto de projectos populares, políticos ou sociais, que bolem pola Galiza adiante, agrandando o seu potencial e pulando pola sua activaçom em chaves de soberania nacional e contra a fraude das reformas. Seria preciso que as galegas e os galegos que nom nos contentamos com as faragulhas de Madrid estivéssemos à altura dos nossos inimigos: se eles preparam com esmero a liquidaçom definitiva da nossa causa nacional e a deserçom dos movimentos do cenário do combate, cumpriria que nós desenhássemos com rigor umha intervençom sustentada, multiplicadora e coesionadora de aqueles sectores que nom se vendem. O consenso de todos os que mandam -já sem máscaras de nenhum tipo- por relegar a naçom à dependência e os trabalhadores aos ditados neoliberais, deve de ser contestado com a maior das amplitudes e a maior das contundências. Erguer um potente movimento de massas sob os eixos descritos pode erosionar o autonomismo e fazer-nos dar passos significativos para a autodeterminaçom do futuro.

Galiza, 2 de Dezembro de 2006

sábado, 2 de dezembro de 2006

Bases Democráticas Galegas reclaman autodeterminación

Pasaban poucos minutos da 1 da tarde cuando un nutrido grupo de persoas concentradas à beira da viguesa Porta do Sol manifestavan a oposición do soberanismo galego á Constitución española e o direito a decidir o futuro mediante o exercicio de autodeterminación.

Laura Quintilllán deu leitura ao manifesto elaborado para esta ocasión que reproducimos integramente, encuanto mais dun cento de persoas, -basicamente activistas sociais e militantes das diversas expresións da esquerda soberanista-, reclamaban mediante diversas consignas o direito de autodeterminación e o indiscutíbel carácter de nación da Galiza.

A convocatoria, silenciada pola totalidade dos meios de comunicación, finalizou con o canto do hino nacional.

Manifesto
Acumular forzas pola Autodeterminación

O proceso de reaxustamento interno da democracia borbónica está a entrar na sua fase definitoria. Case tres décadas de liberdades tuteladas, monarquía imposta polo franquismo e ratificada na Constituición de 78, neoliberalismo en ascenso e tentativa de rexionalización das identidades non españolas serviron para afianzar o Estado contra as disidencias populares, mais non remataron a tarefa. É a vez de as elites actualmente gobernantes daren o toque final con mais un barniz de modernización á medida das burocracias periféricas: esteio para o sistema autonómico e novos rexionalismos para todos: deixan que nos chamemos 'nación' porque vai ser en última instancia a soberanía española a sancionar o noso estatus. E quer con un termo, quer con outro, Madrid acouta de partida o terreno de xogo encanto as decisions estratéxicas, as que afectan ás maiorias traballadoras, seguen a pairar no espazo estratosférico onde o capitalismo xoga as suas cartas: lonxe da Galiza, lonxe dos parlamentos, modulando as conductas gobernamentais a base de cheques e chantaxes.

Zapatero en España e o tandem Touriño-Quintana na Galiza desenvolven atinadamente o seu papel: o proceso de reformas autonómicas terá éxito se for aplicado sobre movimentos populares desarticulados, con a esquerda "capitalista" coptada polos orzamentos do Estado e os espazos do circo mediático vendidos a prezo de saldo; se a población asistir sedada ao choque virtual con a extrema-direita, no canto de observar criticamente a realidade que piora. Encanto os incautos pensan que a valentía dos demócratas gobernantes nos protexe da agresividade dos ultras, o retroceso popular non pára na Galiza: catástrofe ambiental, deterioro laboral, desfeita urbanística e predación da costa, ritualización do idioma, ausencia de debate público e masivo sobre as grandes cuestións en que se dirime o futuro colectivo. Para alguns, a ambigüidade e fraqueza gobernamentais alimentan involuntariamente estas e outras calamidades; para outros, que vamos sendo maioria, a inacción gobernamental é fruto da complicidade deliberada de quen só aspira a blindar as suas prebendas, asegurando o apoio dos que mandan de verdade: os capitalistas.

Na nosa historia recente, a reivindicación soberanista e a oposición frontal a todo estatutismo actuou de catalizador das mais significativas luitas populares. A autodeterminación situada como horizonte irrenunciábel levaba aparellada a auto-organización como requisito cotidiano para edificar un País que non precisaba de subsidios, políticos profesionais nen favores mediáticos. Quen hoxe nos reunimos nesta praza non o facemos por acreditarmos nas virtudes das efemérides ou das contra-efemérides; facémolo con o intuito de labrar un espazo autodeterminista que atinxa ese conxunto de proxectos populares, políticos ou sociais, que bolen pola Galiza adiante, agrandando o seu potencial e pulando pola sua activación en chaves de soberanía nacional e contra a fraude das reformas. Sería preciso que as galegas e os galegos que non nos contentamos con as faragullas de Madrid estivésemos á altura dos nosos inimigos: se eles preparan con esmero a liquidación definitiva da nosa causa nacional e a deserción dos movimentos do escenario do combate, cumpriría que nós deseñásemos con rigor unha intervención sustentada, multiplicadora e coesionadora de aqueles sectores que non se venden. O consenso de todos os que mandan -xa sen máscaras de nengún tipo- por relegar a nación á dependéncia e os traballadores aos ditados neoliberais, debe de ser contestado con a maior das amplitudes e a maior das contundencias. Erguer un potente movimento de masas baixo os eixos descritos pode erosionar o autonomismo e facernos dar pasos significativos para a autodeterminación do futuro.

Galiza, 2 de Decembro de 2006

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Acto político em Vigo no próximo Sábado 2 de Dezembro

As Bases Democráticas Galegas convocam um acto político sob a legenda Nom à Constituiçom. AUTODETERMINAÇOM para mais umha vez visibilizar socialmente o rejeitamento à Constituiçom espanhola que nega os legítimos direitos nacionais da Galiza, num contexto em que por parte do espanholismo e o autonomismo o debate público entorno à "reformulaçom do Estado" pretende cingir-se em exclussiva ao antidemocrático quadro dos estatutos de autonomia.

O acto terá lugar a partir da 1 da tarde do próximo Sábado 2 de Dezembro na Porta do Sol de Vigo.

Como iniciativa plural e apartidária do conjunto da esquerda soberanista, para continuar a fortalecer o movimento social em favor dos nossos direitos colectivos como naçom, chamamos a dar cobertura a esta convocatória a todas as galegas e galegos conscientes de que, sem a autodeterminaçom que a Constituiçom de 78 nos nega, nom pode haver democracia para a Galiza.